sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Tachar os honestos de "burros"

Grande parte do povo brasileiro tem um péssimo costume: o de tachar os honestos de "burros". É um aprendizado passado de geração a geração e, por mais que se tente "quebrar esse círculo vicioso", ele continua forte e enraizado em nossa cultura popular.
São práticas assim que desmoralizam e infelizmente generalizam como se todos agissem da mesma maneira.
Aquilo que deveria "ser" frequente (honestidade) se torna exceção!
Os costumes e hábitos são construídos. Assim é importante que façamos o exercício do pensar com responsabilidade, da razão, do respeito mútuo... Cabe a todos cidadãos continuar lutando pela honestidade, pelo compromisso e responsabilidade social...
O que você tem a considerar? 

sábado, 31 de agosto de 2013

Lia Luft

(...) Estamos em momentos extremamente confusos, perigosos, de vulnerabilidade e indecisão. Consertar isso começa na família, nas pequenas comunidades, onde o caos nasceu. Pais não sabem o que fazer com os filhos, professores e médicos são xingados, rimos e debochamos mais ou menos de tudo, nos achando fortes e importantes, numa arrogância juvenil deslocada. Os atos e expressões de ódio de jovens bem vestidos, bem nutridos, que atacaram por exemplo um grande hospital em São Paulo, foram de espantar: estavam destruindo o que na verdade é bem de todos (...) Veja, 28 de agosto, 2013.

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Veja também os comentários de conde loppeux no vídeo do Youtube, clique

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Texto da Folha de São Paulo, acesse.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

"Não furo fila, de jeito nenhum, não pega bem para ninguém, obrigado". William Bonner. Jornalista, ao recusar um convite para passar na frente das pessoas que aguardavam o autógrafo do jornalista e escritor Edney Silvestre, no lançamento de seu terceiro romance, no Rio. O apresentador do Jornal Nacional foi para o final da fila e lá permaneceu por quase 1h30min

Veja. 21 ago. 2013. Edição 2335

terça-feira, 11 de junho de 2013

Gentileza

Hoje assisti sobre a importância da gentileza!
Parece que com a competitividade, com a ganância, muitos não cumprimentam mais os vizinhos, ficam nervosos no trânsito, desrespeitam as leis, quebram árvores na cidade, riscam paredes públicas... 

Precisamos nos "policiar" para sermos mais solidários e respeitar os espaços de todos! 

O que você tem a considerar?

quarta-feira, 29 de maio de 2013

A lei de cada um



por Martha Medeiros

Wesley Ramos é um menino de 11 anos que mora nos arredores de Sorocaba, SP, e que foi homenageado semana passada pela prefeitura da sua cidade por ter devolvido uma bolsa à dona e tudo o que nela havia, documentos e dinheiro inclusive. Foram concedidas honrarias públicas para o menino honesto.
A cada vez que isso é destacado no jornal, me sinto uma extraterrestre. Viver num país onde os atos que deveriam ser corriqueiros viram manchete é um sintoma da nossa deterioração moral. No jornalismo, existe uma máxima que diz que notícia não é um cachorro morder uma pessoa, e sim  uma pessoa morder um cachorro. Wesley, que devolveu o que não era seu, mordeu um cachorro.
O comum tornou-se incomum porque nos habituamos a tomar atitudes desconectadas da ordem social. Na hora de bravatear, somos todos imaculados, os reis do gogó, que salivam de prazer ao apontar as falhas dos outros, mas, na hora de seguir a lei dos homens, refutamos a coletividade e tratamos de seguir nossa própria lei. E a lei de cada um é a lei de ninguém.
A estrada, o lugar mais superpovoado do verão, oferece um demonstrativo desse “cada um por si” que leva a catástrofes. A faixa amarela contínua serve para os outros, não para o super-herói do volante que enxerga mais longe e melhor do que os engenheiros de trânsito. Quantas doses de álcool se pode beber antes de dirigir? Para a lei geral estabelecida, nenhuma. Para a lei de cada um, o limite é decisão pessoal.
Choramos pelos mortos que ficam soterrados nas encostas por causa da chuva, mas dai-nos um terreninho em cima do morro e com vista pro mar, Senhor, e daremos um jeito de conseguir um alvará irregular.
A corrupção é generalizada. Na hora de espinafrar os Arrudas que surgem na tevê, somos todos anjos, mas quando surge uma oportunidade de facilitar o nosso lado, de encurtar caminhos, mesmo agindo incorretamente, não existe lei, não existe ética, existe apenas uma oportunidade que não se pode desperdiçar, coisa pequena, que mal há?
Honestidade e ética dependem unicamente do ponto de vista do cidadão: quando ele enxerga o outro fazendo mal, condena. Quando é ele que age mal, o mal deixa de existir, é apenas uma contingência. Essa miopia se corrige como?
Ninguém está imune a erros, mas seria um alívio se nossos erros se mantivessem na esfera particular. Quando agimos como cidadãos responsáveis pelo bem público, o erro de caso pensado deveria ser um crime. Aliás, é crime. Mas somos hipócritas demais e há muito que invertemos os princípios básicos da cidadania. Wesley foi homenageado por não ser mais um a inventar a sua própria lei, mas por ainda acreditar na lei de todos.
Fonte: Jornal “Zero Hora” nº. 16214, 13/1/2010.
Com base no texto "A lei de cada um" de Martha Medeiros
reflita/contribua sobre os valores sociais que hoje se consolidam no nosso cotidiano e como podemos ajudar para formarmos uma sociedade mais ética e pautada nos princípios básicos da cidadania.

Autor: Tijolo. Vale a pena refletir!


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